{"id":14533,"date":"2026-06-02T04:15:00","date_gmt":"2026-06-02T07:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/noticiasregionais.com.br\/?p=14533"},"modified":"2026-06-02T04:15:00","modified_gmt":"2026-06-02T07:15:00","slug":"brasil-perde-quase-40-da-agua-tratada-antes-de-ela-chegar-aos-consumidores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiasregionais.com.br\/?p=14533","title":{"rendered":"Brasil perde quase 40% da \u00e1gua tratada antes de ela chegar aos consumidores"},"content":{"rendered":"<p>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<audio controls class=\"b61_audio_player\" data-noticia=\"89791\" src=\"https:\/\/brasil61.com\/rails\/active_storage\/blobs\/eyJfcmFpbHMiOnsibWVzc2FnZSI6IkJBaHBBNVl1QkE9PSIsImV4cCI6bnVsbCwicHVyIjoiYmxvYl9pZCJ9fQ==--a1e06dc836c4df6bc88a2fe9a2f58cc024dd2b56\/BRAS2616481A\"><\/audio><\/p>\n<p><strong>Enquanto cerca de 33 milh\u00f5es de brasileiros ainda n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel, o pa\u00eds perde 39,53% da \u00e1gua tratada durante o processo de distribui\u00e7\u00e3o. Isso significa que quase quatro em cada dez litros produzidos n\u00e3o chegam aos consumidores.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Os dados fazem parte do &#8220;Estudo de Perdas de \u00c1gua 2026 (SINISA, 2024): Desafios na Efici\u00eancia do Saneamento B\u00e1sico no Brasil&#8221;, elaborado pelo <a href=\"https:\/\/tratabrasil.org.br\/o-que-e-saneamento\/?gad_source=1&amp;gad_campaignid=19773150199&amp;gbraid=0AAAAApGFAdfNYB_KUNLwtoasJH7g0nP0M&amp;gclid=Cj0KCQjw2_TQBhCnARIsAF3-XhyswtbaOnJaV9Bn-JmHN1QHVWIIswCfn4Y-yoEjap0nIxUg5VRBPRQaAvMhEALw_wcB\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instituto Trata Brasil<\/a> (ITB) em parceria com a consultoria GO Associados.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Segundo o levantamento, divulgado nesta ter\u00e7a-feira (2), as perdas f\u00edsicas registradas em 2024 alcan\u00e7aram aproximadamente 4,4 bilh\u00f5es de metros c\u00fabicos de \u00e1gua. O volume equivale ao desperd\u00edcio di\u00e1rio de 4,8 mil piscinas ol\u00edmpicas.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Em outra compara\u00e7\u00e3o, representa 16,2 milh\u00f5es de caixas d&#8217;\u00e1gua suficientes para abastecer uma fam\u00edlia de cinco pessoas por dia ou, ainda, 4,5 vezes o volume do Sistema Cantareira ao longo de um ano.<\/p>\n<p>Durante o abastecimento, a \u00e1gua pode ser perdida por diferentes fatores, entre eles vazamentos nas redes, falhas de medi\u00e7\u00e3o e consumos n\u00e3o autorizados.<\/p>\n<p>Considerando apenas as perdas f\u00edsicas, como os vazamentos, o volume desperdi\u00e7ado seria suficiente para abastecer cerca de 77 milh\u00f5es de brasileiros durante um ano.<\/p>\n<p>O n\u00famero corresponde a mais de um quarto da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds em 2024 e supera em mais de duas vezes o contingente de pessoas sem acesso \u00e0 \u00e1gua tratada, estimado em cerca de 33 milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n<p><strong>O estudo tamb\u00e9m aponta que o mesmo volume poderia garantir abastecimento por dois anos aos 17,2 milh\u00f5es de brasileiros que vivem em comunidades vulner\u00e1veis. Do ponto de vista ambiental, a redu\u00e7\u00e3o dessas perdas permitiria ampliar a disponibilidade de recursos h\u00eddricos sem a necessidade de captar \u00e1gua em novos mananciais.<\/strong><\/p>\n<h2>Redu\u00e7\u00e3o avan\u00e7a lentamente<\/h2>\n<p>Apesar de uma leve melhora nos \u00faltimos anos, os \u00edndices de perdas seguem distantes da meta nacional de 25%. Em 2020, o percentual era de 40,14%. Em 2024, chegou a 39,53%.<\/p>\n<p>Para a presidente do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, a evolu\u00e7\u00e3o ocorre em ritmo insuficiente diante dos desafios enfrentados pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cNo ano passado t\u00ednhamos uma perda de 40,3%, mas esse n\u00famero tem reduzido numa velocidade muito lenta, o que demonstra que a gente precisa ser mais eficiente e priorizar mais esse tema da redu\u00e7\u00e3o de perdas de \u00e1gua, principalmente num cen\u00e1rio onde a gente tem crise h\u00eddrica, onde a gente tem ondas de calores, secas cada vez mais recorrentes\u201d, considera.<\/p>\n<p><strong>As diferen\u00e7as regionais continuam expressivas. O estudo mostra que as regi\u00f5es Norte e Nordeste concentram os maiores desafios tanto na redu\u00e7\u00e3o das perdas quanto nos indicadores de abastecimento de \u00e1gua, coleta e tratamento de esgoto.<\/strong><\/p>\n<p>Entre 2020 e 2024, a regi\u00e3o Nordeste registrou a maior piora, com aumento de 0,46 ponto percentual. J\u00e1 a regi\u00e3o Norte apresentou a maior redu\u00e7\u00e3o no per\u00edodo, com queda de 1,79 ponto percentual.<\/p>\n<p><strong>VEJA MAIS:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/brasil61.com\/n\/ibs-pode-gerar-nova-onda-de-disputas-tributarias-entre-estados-e-municipios-bras2616473\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">IBS pode gerar nova onda de disputas tribut\u00e1rias entre estados e munic\u00edpios<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/brasil61.com\/n\/auditoria-do-tcu-ve-desorganizacao-em-programas-sociais-e-aponta-falhas-na-protecao-a-familias-vulneraveis-bras2616471\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Auditoria do TCU v\u00ea desorganiza\u00e7\u00e3o em programas sociais e aponta falhas na prote\u00e7\u00e3o a fam\u00edlias vulner\u00e1veis<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Segundo Luana Pretto, o combate \u00e0s perdas gera benef\u00edcios que v\u00e3o al\u00e9m da preserva\u00e7\u00e3o dos recursos h\u00eddricos.<\/p>\n<p>\u201cQuando a gente reduz a perda, por exemplo, f\u00edsica, a gente capta menos \u00e1gua no rio, a gente usa menos produto qu\u00edmico para o tratamento, a gente usa menos energia el\u00e9trica para esse bombeamento da \u00e1gua, o que faz com que haja uma redu\u00e7\u00e3o no custo operacional e uma melhor tarifa tamb\u00e9m paga pelo cidad\u00e3o\u201d, destaca.<\/p>\n<h2>Diferen\u00e7as entre os estados<\/h2>\n<p>A compara\u00e7\u00e3o entre os estados evidencia desigualdades regionais e estruturais nos sistemas de abastecimento.<\/p>\n<p><strong>Os maiores \u00edndices de perdas est\u00e3o concentrados principalmente nas regi\u00f5es Norte e Nordeste. Alagoas lidera o ranking, com 66,90%, seguida por Roraima (65,97%), Par\u00e1 (57,33%), Maranh\u00e3o (56,68%), Acre (56,48%) e Sergipe (55,10%). Todos os percentuais est\u00e3o bem acima da m\u00e9dia nacional de 39,53%.<\/strong><\/p>\n<p>Na outra ponta aparecem estados das regi\u00f5es Centro-Oeste, Sudeste e Sul. O menor \u00edndice do pa\u00eds foi registrado no Piau\u00ed, com 24,61%. Em seguida aparecem Goi\u00e1s (27,13%), Mato Grosso do Sul (30,60%), Distrito Federal (31,55%), Tocantins (31,58%), S\u00e3o Paulo (32,15%) e Paran\u00e1 (33,40%).<\/p>\n<h2>Ranking dos estados por perdas na distribui\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<ul>\n<li>Piau\u00ed (24,61%)<\/li>\n<li>Goi\u00e1s (27,13%)<\/li>\n<li>Mato Grosso do Sul (30,60%)<\/li>\n<li>Distrito Federal (31,55%)<\/li>\n<li>Tocantins (31,58%)<\/li>\n<li>S\u00e3o Paulo (32,15%)<\/li>\n<li>Paran\u00e1 (33,40%)<\/li>\n<li>Santa Catarina (34,97%)<\/li>\n<li>Minas Gerais (35,29%)<\/li>\n<li>Rio Grande do Sul (39,25%)<\/li>\n<li>Amap\u00e1 (39,27%)<\/li>\n<li>Mato Grosso (40,01%)<\/li>\n<li>Esp\u00edrito Santo (40,64%)<\/li>\n<li>Bahia (41,14%)<\/li>\n<li>Amazonas (43,17%)<\/li>\n<li>Pernambuco (43,44%)<\/li>\n<li>Para\u00edba (44,00%)<\/li>\n<li>Cear\u00e1 (45,22%)<\/li>\n<li>Rond\u00f4nia (45,29%)<\/li>\n<li>Rio Grande do Norte (47,06%)<\/li>\n<li>Rio de Janeiro (50,53%)<\/li>\n<li>Sergipe (55,10%)<\/li>\n<li>Acre (56,48%)<\/li>\n<li>Maranh\u00e3o (56,68%)<\/li>\n<li>Par\u00e1 (57,33%)<\/li>\n<li>Roraima (65,97%)<\/li>\n<li>Alagoas (66,90%)<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Situa\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios<\/h2>\n<p><strong>Entre os munic\u00edpios analisados, o \u00edndice m\u00e9dio de perdas foi de 35,56% em 2024, acima dos 31,09% registrados em 2023. Dos 99 munic\u00edpios considerados, apenas 20 apresentaram perdas inferiores a 25%, enquanto 14 registraram \u00edndices superiores a 50%.<\/strong><\/p>\n<p>Os melhores resultados concentram-se principalmente no Sudeste, que re\u00fane 12 dos 20 munic\u00edpios com menores perdas na distribui\u00e7\u00e3o. Suzano, em S\u00e3o Paulo, registrou apenas 1,27%, enquanto Santos ficou em 5,35%, ambos muito abaixo da m\u00e9dia nacional.<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 entre os piores desempenhos predominam cidades das regi\u00f5es Norte e Nordeste. O destaque negativo \u00e9 Parauapebas (PA), com 70,68%, seguida por Macei\u00f3, com 64,05%. Outras cidades tamb\u00e9m registram \u00edndices elevados, como Belo Horizonte (68,29%) e V\u00e1rzea Grande (MT), com 59,03%.<\/strong><\/p>\n<p>O levantamento mostra ainda que apenas 12 dos 100 munic\u00edpios mais populosos do pa\u00eds cumpriam simultaneamente, em 2024, as metas estabelecidas pela Portaria 788\/2024 para redu\u00e7\u00e3o de perdas. S\u00e3o eles:<\/p>\n<ul>\n<li>Campinas (SP)<\/li>\n<li>Campo Grande (MS)<\/li>\n<li>Franca (SP)<\/li>\n<li>Goi\u00e2nia (GO)<\/li>\n<li>Limeira (SP)<\/li>\n<li>Maring\u00e1 (PR)<\/li>\n<li>Petr\u00f3polis (RJ)<\/li>\n<li>Santos (SP)<\/li>\n<li>S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto (SP)<\/li>\n<li>Suzano (SP)<\/li>\n<li>Taubat\u00e9 (SP)<\/li>\n<li>Teresina (PI)<\/li>\n<\/ul>\n<p>Entre as capitais brasileiras, apenas quatro ficaram abaixo da meta de 25% definida pela Portaria 788\/2024: Goi\u00e2nia, S\u00e3o Paulo, Campo Grande e Teresina. A m\u00e9dia das 27 capitais foi de 39,30%.<br \/>\n\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/brasil61.com\/api\/v1\/serve_pixel\/22254\/89791\" alt=\"Pixel Brasil 61\" class=\"b61_pixel\" width=\"0\" height=\"0\"><\/p>\n<div class=\"br61_backlink\">\n<p>\n\t\t\t\tFonte: <a href=\"https:\/\/brasil61.com\/brasil-perde-quase-40-da-agua-tratada-antes-de-ela-chegar-aos-consumidores-bras2616481\" title=\"Artigo Original: Brasil perde quase 40% da \u00e1gua tratada antes de ela chegar aos consumidores\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Brasil 61<\/a>\n\t\t\t<\/p>\n<\/p><\/div>\n<input type=\"hidden\" id=\"baseurl\" value=\"https:\/\/noticiasregionais.com.br\"><input type=\"hidden\" id=\"audio_nonce\" value=\"18d63b4085\">","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As perdas f\u00edsicas registradas em 2024 alcan\u00e7aram aproximadamente 4,4 bilh\u00f5es de metros c\u00fabicos de \u00e1gua<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":14534,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-14533","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/noticiasregionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14533","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/noticiasregionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/noticiasregionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasregionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasregionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=14533"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/noticiasregionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14533\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasregionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/14534"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/noticiasregionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=14533"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasregionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=14533"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasregionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=14533"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}