Operação da DIG de Ourinhos prende suspeito de roubo milionário na região

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Ação policial cumpriu mandados em três municípios e teve autorização judicial para bloquear mais de R$ 560 mil em contas dos investigados.

A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ourinhos, deu um importante passo nas investigações sobre um roubo de grande vulto ocorrido na região. Na manhã desta quinta-feira, as equipes policiais prenderam um dos suspeitos de integrar a associação criminosa responsável pelo crime, durante uma operação realizada na cidade de Embu das Artes (SP).

A prisão é fruto de uma decisão proferida no último dia 8 de setembro pelo Juízo das Garantias da 3ª Região Administrativa Judiciária. A Justiça atendeu à representação da autoridade policial e expediu mandados de busca e apreensão para endereços localizados em Embu das Artes, Taboão da Serra e Rancharia, além de decretar a prisão temporária de três investigados pelo prazo de 30 dias.

As medidas cautelares foram embasadas no conjunto de provas reunido pela DIG de Ourinhos, que incluiu a análise de dados telemáticos e o monitoramento por imagens de câmeras e sistemas de vigilância, recursos que permitiram identificar a participação dos suspeitos na ação criminosa.

Busca por provas e bloqueio de bens

Durante a prisão do investigado em Embu das Artes, os policiais civis realizaram buscas na residência com o objetivo de apreender objetos, documentos e dispositivos eletrônicos. A decisão judicial autorizou expressamente o acesso e a perícia em dados de aparelhos apreendidos — como e-mails, mensagens, fotos e outros arquivos eletrônicos — que possam auxiliar no esclarecimento completo do caso.

Para garantir a futura reparação dos danos causados às vítimas, o Poder Judiciário também determinou o bloqueio de contas bancárias e valores pertencentes aos investigados. A restrição foi fixada no limite de R$ 564.240,00, valor exato do prejuízo material apurado até a fase atual do inquérito.

Próximos passos

As diligências continuam ostensivas para localizar os outros alvos e identificar todos os envolvidos no esquema. A Polícia Civil informou que mantém equipes em campo e que novos detalhes serão divulgados assim que for seguro para o andamento do trabalho policial. A instituição ressaltou ainda que as investigações seguem em sigilo e que os envolvidos têm assegurado o direito constitucional à presunção de inocência até eventual julgamento e condenação definitiva pela Justiça.